Não é segredo para ninguém a minha paixão, predisposição
e atração pelas tatuagens. Claramente é uma das coisas que sempre me atraíram e
sem duvida me atraem mais até hoje. Aos 21 anos, tarde eu sei, fiz minha
primeira tatuagem, passando da admiração para finalmente ser possuidor de uma
arte no corpo, e a vontade passou a só aumentar, como já era de se esperar, daí
em diante uma atrás da outra começou a brotar pelo meu corpo. Como sempre
acompanhei as tatuagens e tinham consigo os mais diversos motivos e as mais
diversas motivações, impulsos e “aditivos” para que fossem realizadas, claro
que como a maioria das pessoas, hoje é impossível pensar que o ultimo desenho
rabiscado é realmente o ÚLTIMO.
O preconceito, julgamentos e dificuldade de se encaixar, por exemplo, no mercado de trabalho é um problema comum, apesar de que nos dias atuais isso tem diminuído absurdamente e consideravelmente, mesmo assim, ainda existe e muitas pessoas sofrem com esse mal. Por conta desse preconceito exacerbado presente na sociedade, a maioria das pessoas, preocupadas com seu sucesso profissional, colocação no mercado de trabalho e até mesmo ambição de alcançar metas mais audaciosas,consideráveis e significantes só faz tatuagens em locais onde a roupa, uniforme do trabalho pretendido esconda, cubra e tampe para que assim consiga esconder no expediente, no dia a dia de trabalho ao exercer sua função, no ambiente de trabalho.
As
primeiras tatuagens que se tem registro na humanidade datam entre 4000 e 2000 A.C
no Egito e também por nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia,
sendo essas as tão faladas Maori, ou seja, é uma arte que existe praticamente
desde que o “mundo é mundo”. Lá no Inicio as tatuagens eram feitas em rituais
religiosos. Os Ainu, população originaria do Japão, tinham normalmente
tatuagens faciais, escolha não tão comum assim nos dias atuais, escolha essa
que certamente sofreria ainda mais preconceito perante a sociedade. Múmias
tatuadas foram recuperadas de pelo menos 49 sítios arqueológicos, incluindo
locais na Groenlândia, no Alasca, na Sibéria, na Mongólia,
no oeste da China, no Egito, no Sudão, nas Filipinas e
nos Andes. Estes incluem Amunet, Sacerdotisa da Deusa Hathor do antigo
Egito (c. 2134-1991 AC), múltiplas múmias da Sibéria, incluindo a cultura
Pazyryk da Rússia e de várias culturas em toda a América do Sul pré-colombiana.
Em 2015, a reavaliação científica da idade das duas mais antigas múmias
tatuadas conhecidas, identificou Ötzi como o
exemplo mais antigo atualmente conhecido. Este corpo, com 61 tatuagens, foi
encontrado embutido em gelo glacial nos Alpes, e datado de 3.250 AC.
O combate ao preconceito, luta pela igualdade de todos os
quesitos que existem é permanente, tendo hoje um sucesso maior e mais presente.
A opinião de que deveriam ser avaliados em uma entrevista de emprego, por
exemplo, o conteúdo, as capacidades de cada pretendente a vaga em disputa e não
seu corpo, suas marcas no corpo, cor da pela, opção sexual e qualquer coisa do
tipo é cada vez mais comum, mais frequente fazendo com que a tatuagem seja
hoje, mais aceita e sem dúvida é vista com mais frequência nos dias atuais em funcionários,
desde trabalhos que atendam diretamente o publico ou funções mais “escondidas”
e sem atendimento ao publico e sem relação externa e sem a vista de clientes.
Ao fim das contas a luta para que a liberdade de escolha e claro o bom senso
dos colaboradores se fundam permanece cada vez mais latente na sociedade.
CLAUDIO JR – BLOG DIÁRIO MODERNO – 07/09/2018
“Posso não concordar com
nenhuma palavra que você disser, mas defenderei até a morte o
direito de você dizê-las”.




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